Para muitos, São Bernardo é o pai da Ordem Cisterciense, mas, ao ingressar em Cister, fundado em 1098, encontrou um grupo de monges com um projeto bem determinado. Tratava-se de um mosteiro reformado, como muitos de seu tempo, em que se procurava viver a vocação monástica de uma forma mais autêntica, sem compromissos com o mundo, seus negócios e interesses, buscando só a Deus na pobreza, no despojamento, no trabalho das próprias mãos, no silêncio e na oração. Os cistercienses seguiam a Regra de São Bento, escrito que reflete a sabedoria espiritual daquele que é considerado o patriarca dos monges do Ocidente e que viveu na Itália, no século VI. O pequeno núcleo de Cister desenvolveu-se rapidamente, chegando a ser uma grande influência na Igreja, pouco tempo depois de sua fundação. São Bernardo teve um relevante papel na expansão e difusão da Ordem e de sua espiritualidade no século XII. Com o crescimento e a diversificação dos mosteiros, sem falar na incorporação à Ordem de inteiras congregações monásticas, nem sempre conseguiu-se manter o ideal original em toda sua pureza e fidelidade. Além do mais, os inúmeros mosteiros espalhados pela Europa deviam submeter-se a condições distintas e variadas, o que exigia adaptações e abrandamentos na forma de vida inicial.




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